Arquivo da categoria: História da Arte

Bíblia Pauperum – Ilustrações para os pobres

Ainda falando de Xilogravura, descobri sobre a Bíblia Pauperum, que em latim significa “Bíblia dos pobres”. Esse título é utilizado para se referir a um conjunto de imagens do final da Idade Média que retratavam as  narrativas bíblicas, de forma ilustrativa. Mas sabe como é né, apesar de serem rotuladas como “Bíblia dos Pobres”, esses volumes não tinham por intenção serem adquiridos pelos pobres, até por que algumas versões eram muito ricas e caras. Porém, os Block-books (livros xilográficos) se tornaram uma opção bem mais barata e acessível, que poderiam ser adquiridos pelos padres que não tinham como pagar por uma edição manuscrita em pergaminho. E assim poderiam compartilhar o evangelho com aqueles que não sabiam ler, que no caso, era a maioria da população 😉

“A Biblia Pauperum contém no mínimo 34 grupos de imagens que se estruturam da seguinte maneira: no centro se encontra uma cena do Novo Testamento, normalmente um acontecimento da vida de Jesus, flanqueado por duas cenas do Antigo Testamento” Ingo Walther, Obras Maestras de la Iluminacón, p. 250 . Também haviam textos que saiam da boca dos personagens em pergaminhos, que no caso, deram uma prévia dos quadrinhos modernos.

Interessante que primeiro se começou com iluminuras feitas à mão em manuscritos  feitos em papel velino, que era de melhor qualidade que o pergaminho. E no século XV, já a xilogravura começou a aparecer. Era mais comum aparecer em forma de Block-books, visto muito na Holanda e na Alemanha, no qual,  os textos e as figuras eram feitos em   uma xilo única que cabiam numa página inteira.   “Quando foi possível imprimir usando a técnica da xilografia sobre ambas as páginas de cada folha, muitas dessas imagens foram reunidas para formar os primeiros livros xilografados. Os temas escolhidos eram populares como, tratados sobre a fé, avisos de como evitar as pestes e a morte. Estes livros de tipologia gravada em madeira, com ilustrações xilográficas tentavam imitar os manuscritos e as iluminuras dos monges copistas. Muitas vezes após a impressão eram acrescentadas cores nas imagens para que o resultado final fosse o mais próximo possível de um manuscrito”.

Alguns dos gráficos foram adaptados em tapeçarias, vitrais, esculturas, e pinturas. O nome Biblia pauperum foi aplicado por estudiosos alemães na década de 1930.

Legal né?

É isso aí povo! Vamos estudando e aprendendo!

T.M.

Fonte:

http://www.fowlerbiblecollection.com/biblia-pauperum.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Biblia_pauperum

http://gramatologia.blogspot.com.br/

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My Popcorn! : Sombras de Goya

Bem, galera, o MyPopcorn! de hoje é sobre um filme que eu vi ontem aqui no aconchego do meu lar, rs. O filme da vez  foi “SOMBRAS DE GOYA“.  Há muito tempo que eu queria locar esse filme e chegou o bendito dia 🙂 .

Todos os filmes com o tema de arte estou separando aqui no blog pra você que trabalha com arte no seu ministério ou não, possa se inspirar e até conhecer coisas novas.

Pois bem, esse filme conta a história de Francisco José de Goya y Lucientes, que  foi o primeiro pintor da câmara do Rei Carlos IV em 1785. Conhecido pelo trabalho convencional e seguindo as regras acadêmicas, recebia encomendas da aristocracia. Em 1792 contraiu uma estranha doença ficando temporariamente paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo, a partir daí seu trabalho ganhou novos contornos.

O cineasta tcheco, radicado nos EUA, Milos Forman pega esse “pano de fundo” para contar a história de Inés (Natalie Portman – escalada pela pintura de Goya “Milkmaid of Bordeaux”), uma modelo do pintor, de família aristocrata, acusada de fazer apologia ao judaísmo pela inquisição espanhola. Torturada e presa, ela recebe a visita do Padre Lorenzo (Javier Bardem), amigo de Goya (Stellan Skarsgärd), e que tenta interceder por ela junto à igreja católica.

Milos Forman  já foi um dos maiores cineastas, responsável por filmes, obras- primas, dizem os cinéfilos,  inestimáveis como: “Um  Estranho no ninho”,  “Amadeus” (já falei dele aqui), ” Hair” (na lista pra pegar) etc.

Mesmo não sendo ninguém para falar de cinema, senti que o filme começa muito bem, e depois se perde um pouco, deixando o pintor em segundo plano no filme. Confesso que Amadeus é bem mais vibrante, mas ainda assim, vale à pena assistir.

Mais sobre o pintor Goya:

Em 1792,  numa viagem a Andaluzia, contraiu uma doença séria e desconhecida, transmitida por seu amigo Sebastián Martínez, ficando temporariamente paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo. Com a doença, perdeu sua vivacidade, seu dinamismo, sua autoconfiança. A alegria desapareceu lentamente de suas pinturas, as cores se tornaram mais escuras e seu modo de pintar ficou mais livre e expressivo. Parcialmente recuperado, retornou a Madrid no verão de1793e continuou a trabalhar como artista da Corte, porém buscou outras inspirações para expressar sua fantasia e invenção sem limite, o que as obras sob encomenda não lhe permitiam.

Devido à doença, Goya passou a não ter mais muito respeito pela aristocracia, expondo nas suas pinturas as verdadeiras identidades e as fraquezas dos modelos. Um exemplo é o retrato do rei Fernando VIIda Espanha. Seus retratos deste período mostram, todavia, a sua fascinação pelas mulheres e pelas crianças, não igualada por nenhum outro artista, com a possível exceção de Renoir. Dois retratos de mulheres, executados nessa época, mostram claramente essa qualidade: “Doña Antonia Zarate”, orgulhosa, ereta, coquete e algo triste; e a “Condesa de Chinchón”, o mais terno de seus retratos de mulheres, no qual o rosto infantil e a postura frágil dos ombros contrastam com o traje elegantemente pintado. Estes retratos foram como um último adeus às alegrias da vida, porque pouco depois Goya se exilou em sua Quinta del sordo, em Madrid. As guerras napoleônicas vieram e se foram, e os horrores sofridos pelos espanhóis deixaram um Goya amargo, transformando a sua arte em um ataque contra a conduta insana dos seres humanos, passando a retratar a falta de sentido do sofrimento humano, tanto injusto como não merecido.

Entre os anos de 1810e 1814, produziu sua famosa série de pinturas ” Los Desastres de la Guerra” e suas duas obras primas “El Segundo de Mayo 1808” e “El Tercero de Mayo 1808” (também conhecido como “Los fusilamientos en la montaña del Príncipe Pío” ou “Los fusilamientos del tres de mayo” ). Estas pinturas demonstram um uso de cores extremamente poderoso e expressivo. Pela primeira vez, a guerra foi descrita como fútil e sem glória, e pela primeira vez não havia heróis, somente assassinos e mortos.

Em 1821, a Inquisição abriu um processo contra Goya por considerar obscenas as suas “Majas”, mas o pintor conseguiu livrar-se, sendo-lhe restituída a função de “Primeiro Pintor da Câmara”.

Fonte: Museu do cinema, Wikipédia

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Tem Andy Warhol na Caixa Cultural

E aí, pessoal!!

Uma coisa que eu gosto muito é  ver os trabalhos de outras pessoas, ainda mais se o artista for um nome importante dentro história da arte. Bem, pra você que já criou o hábito de ver exposições, a Caixa Cultura trouxe Andy Warhol numa programação chamada ” Andy Warhol 16mm”. Pela primeira vez os cariocas vão poder assistir aos 23 vídeos criados pelo artista pop. Na verdade, pouca gente viu esses trabalhos reunidos. Em 1972, Warhol decidiu tirar os seus filmes de circulação pra preservação (eles eram rodados em filme reversível) e sabe-se lá por qual outra razão. Sim, seus filmes, assim como toda sua obra, apresentaram aos anos 60 um conceito muito novo. Se em seus trabalhos na artes plásticas Andy Warhol se apropria de objetos e imagens banais para “vendê-los” ao publico através de um novo olhar, em seus filmes o artista brinca com a realidade.

Andy Warholfoi uma das figuras centrais da Pop art nos Estados Unidos.Como muitos outros artistas da Pop art, Andy Warhol criou obras em cima de mitos. Ao retratar ídolos da música popular e do cinema, como Michael Jackson, Elvis Presley, Elisabeth Taylor, Marlon Brandone, sua favorita, Marilyn Monroe, Warhol mostrava o quanto personalidades públicas são figuras impessoais e vazias; mostrava isso associando a técnica com que reproduzia estes retratos, numa produção mecânica ao invés do trabalho manual. Da mesma forma, utilizou a técnica da serigrafiapara representar a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como as garrafas de Coca-colae as latas de sopa Campbell.

Data: De 24 de maio a 05 de junho de2011.

Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 2, Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)

Horário: Cosultar programação

Informações: (21) 2544-4080

POP ART!

T.M.