Arquivo da tag: Rio de Janeiro

Dona Marta e suas cores

As cores. Quem não gosta de cores? Eu particularmente, sou fascinada por trabalhos coloridos. E, ano passado tive a oportunidade de participar de um trabalho, no qual, a Comunidade Dona Marta, em Botafogo, aqui no Rio, foi o local escolhido. E o objetivo do trabalho? Um ensaio fotográfico. Bem, meu tema não poderia ser diferente, pois a primeira coisa que percebi quando cheguei lá foi as cores. Separei algumas fotos desse trabalho para vocês:

Mas, a comunidade não é somente colorida, ela é famosa por receberem pessoas famosas, como eu, por exemplo!! RSRSRSRS. Falando sério, quem não se lembra do clipe The Don´t care about us do Michael Jackson gravado lá? Também teve a visita de Madonna, e uma outra gravação por parte de Beyoncé e Alicia Keys! É…galera, fora isso, tem os moradores que ficaram gravados na nossa mente enquanto caminhávamos lá. Fica meu abraço e oração por todos os amados de lá! s2

T.M.

Anúncios
Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , ,

Paz para o Rio

Qual foi o carioca que não ficou grudado nos telejornais, rádios, internet, preocupado, nesses dias, em ouvir que houve um ataque no seu bairro, ônibus sendo queimados e outros parando de circular?? Essa semana, pessoas deixaram de ir trabalhar, estudar, até cultos foram cancelados. Nosso direito de Ir e Vir foi nos retirado.

Contudo, louvo a Deus, pois esse dia 28/11/10 ficará na história do Rio de Janeiro. A tomada do Alemão, simbolizado pelo asteamento das bandeiras do Rio de Janeiro e do Brasil pelos policiais, foi marcante. Que o Senhor ilumine nossos governantes e autoridades mais e mais. Que haja um novo tempo para o meu Rio de Janeiro. Que o Senhor me ensine a orar de verdade pelo meu país.

Como diz a Fernanda Brum:

“Clama Brasil, a paz para o Rio
Clama que Deus te ouvirá
Prepare um altar
Ofereça um louvor
Que o Rio sarado será
Clama, oh Rio
Que Deus te ouvirá
Seu pranto se transformará
Em alegria, teu povo dirá:
Pra sempre Yaweh Shamah

Saiba como tudo isso começou:

O tráfico se tornou um crime organizado no Rio de Janeiro a partir do final da década de 1970. O antropólogo Paulo Storani, que foi oficial do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, diz que a cidade virou um ponto na rota de distribuição da cocaína que saía dos países andinos, em direção à Europa. À medida que a produção crescia nestes países, aumentava a oferta da droga dentro da cidade, e o preço diminuía para o usuário.

Nessa mesma época, surgiram as facções criminosas, dentro de presídios. Um grupo de presos comuns se uniu aos presos políticos para combater o bando que dominava as cadeias e que chegava a cobrar pedágio pela segurança dos detentos.

Os assaltantes comuns aprenderam as técnicas de organização e guerrilha dos militantes políticos. Segundo a antropóloga Alba Zaluar, logo os criminosos descobriram um novo negócio. “Eles ficaram sabendo que assalto não estava dando tanto dinheiro, o que estava dando muito dinheiro era o tráfico. E passaram então a traficar. O tráfico se expandiu com muita rapidez no início da década de 80”, disse.

O ex-oficial do Bope explica que as primeiras favelas dominadas em larga escala pelo tráfico foram a Mangueira, o Jacaré e o Morro do Alemão. Nos anos 1990, três facções disputavam os pontos de vendas de droga. As guerras entre elas fizeram os traficantes se armar cada vez mais.

“Eles armavam pequenos exércitos e invadiam a área ocupada pela facção rival, na tentativa de ampliar o seu mercado. A facção rival fez a mesma coisa, comprou armas tão poderosas, começou a se estruturar, e aí começaram a verificar a guerra do controle na droga do Rio de Janeiro”, explicou.

Ele acredita que isso aconteceu por negligência das autoridades públicas ao longo de muitos anos: “Por que conseguiram comprar armas? Diante das fronteiras continentais, uma incapacidade da União, dos estados que fazem fronteiras com países que fornecem drogas. Essa incapacidade de fiscalizar suas fronteiras, fez com que as armas chegassem em qualquer lugar do país”, afirmou.

Em 2008, o estado decidiu fazer uma experiência para pacificar as favelas. Surgiu a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). No Morro Santa Marta, Zona Sul do Rio, foi instalada há quase dois anos a primeira UPP. O objetivo? Acabar com a violência e o domínio territorial do tráfico de drogas.

A UPP já levou policiamento permanente para 12 favelas na cidade. E cerca de 200 mil pessoas já não vivem sob o comando dos bandidos. A 13ª unidade está em processo de implantação. Será no Morro dos Macacos, onde no ano passado os traficantes derrubaram um helicóptero da polícia.

“A ideia que eles têm é de ocupação social, ocupação do estado, pela polícia. E uma redução significativa dos indicadores de violência, homicídio, e outros, a curto prazo”, explicou.

Os traficantes reagiram à perda de território e esta semana promoveram uma onda de ataques.

Fonte: globo.com (Do G1 RJ, com informações do Fantástico)

T.M.

Etiquetado , , , , , , ,